As medidas tributárias anunciadas nos últimos meses pelo governo, incluindo o pacote de desonerações para enfrentar a crise econômica, provocam perda de R$ 2,1 bilhões aos cofres públicos municipais. Entre redução de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, correção da tabela de Imposto de Renda (IR) e outras medidas de incentivo ao setor produtivo, por exemplo, o governo abre mão de R$ 8,9 bilhões das receitas dos dois impostos que formam a base de cálculo do Fundo de Participação de Municípios (FPM).
A redução da alíquota do IPI para automóveis e a correção da tabela de IR, por exemplo, de 2008 para 2009, de acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional, produzirá perda de R$ 2,6 bilhões e R$ 4,7 bilhões, respectivamente. Para os valores dos efeitos de outras desonerações tributárias nas receitas da União e no FPM, clique aqui para acessar uma tabela detalhada.
“Isso é fazer bondade com chapéu alheio. A União tem uma receita quase quatro vezes maior que os municípios, mas vai arcar com menos que o dobro das perdas decorrentes da desoneração”, critica o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
IPI de cigarros
Movimentação para discutir a crise
Para discutir os impactos destas desonerações tributárias e, como conseqüência, a redução de repasses como o FPM, a CNM agendou para o dia 7 de abril a mobilização Os Municípios e a Crise Econômica, que vai acontecer no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal, em Brasília.
Ziulkoski, preocupado com as dificuldades financeiras que as prefeituras têm enfrentado, destaca a importância do encontro e convoca prefeitos e demais gestores municipais a participarem da mobilização. “Precisamos estar unidos e discutir estratégias para chegar a uma solução para este impasse. Os municípios estão sendo cada vez mais prejudicados”, afirma.
Clique aqui para acessar tabela detalhada com os valores dos efeitos de outras desonerações tributárias nas receitas da União e no FPM.

