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Mafra

Vereadores participam de Audiência Pública em Papanduva

Publicado em 10/06/2019 às 16:43 - Atualizado em 10/06/2019 às 16:43

Vereadores participam de Audiência Pública em Papanduva

Na última quinta-feira, 6, os vereadores Valdir Sokolski (PSB), Abel Bicheski (SD) e Edenilson Schelabuer (PSB) participaram da audiência Pública organizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC). O encontro foi promovido pela Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia da Alesc, reuniram a população e autoridades de municípios do Planalto Norte para discutir a possibilidade de exploração do xisto na região.

A audiência pública foi marcada, ainda, pelo lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Águas, do Solo e das Energias Renováveis, coordenada pelo deputado Fabiano da Luz (PT). Além dele, participaram do ato os deputados Padre Pedro Baldissera (PT), Dr. Vicente Caropreso (PSDB), Laércio Schuster (PSB), Mauricio Eskudlark (PL), Silvio Dreveck (PP) e Valdir Cobalchini. Todos manifestaram apoio à população do Planalto Norte.

Segundo o proponente da audiência, o deputado Fabiano da Luz, o Parlamento catarinense deve agir para a elaboração de uma legislação que proíba a extração de xisto no estado. O xisto pode ser utilizado na fabricação de gás e óleo, como alternativa ao petróleo.

Durante a audiência, vários especialistas falaram sobre a exploração e suas causas para ao meio ambientes, desde contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas, até prejuízos à saúde humana.

O diretor nacional da Coesus, Juliano Bueno de Araújo, destacou que os prejuízos são incalculáveis, pois cerca de 70 municípios estão em riscos ambientais. Outro fator de destaque é que os principais rios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul nascem na região onde há interesse da extração de xisto e são os rios que abastecem ambos os estados. Para Araújo, a contaminação dos rios, nascentes e aquíferos são inevitáveis.

Já a presidente da Prorios (Associação de Proteção da Bacia do Rio São João e da Bacia do Rio Papanduva), Maria Lúcia Wawrzyniak, enfatizou que só em Papanduva e Três Barras, mais de mil pessoas seriam atingidas com a desapropriação de suas terras caso a exploração fosse autorizada. A entidade foi criada em janeiro deste ano com o objetivo de atuar contra essa exploração. A mobilização já resultou na instauração de dois inquéritos no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e na aprovação de uma lei municipal em Papanduva proibindo a extração do xisto.

Na audiência, as autoridades locais afirmaram que continuarão debatendo o assunto e que levarão ao conhecimento da população catarinense.


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